O poder da sugestão
e da dança
Pare manter seu domínio sobre as pessoas, os magos-sacerdotes desenvolveram
uma cortina de mistério em torno de suas atividades. Criaram roupas e
máscaras especiais (muitas vezes, cabeças conservadas de animais),
imaginaram danças rituais com força de conjurar o bem ou o mal
e descobriram a capacidade de dominar seus corpos.
Podiam suportar uma dor considerável, expondo seus membros ao fogo -
e supostamente podiam elevar-se no ar e voar. Também se dizia que possuíam
o segredo de mudar sua aparência humana para a de um animal e voltar à
forma primitiva. A maioria dessas habilidades eram, sem dúvida, possíveis
pelo seu conhecimento dos efeitos da auto-sugestão (ver página
de parapsicologia) sobre mentes crédulas e temerosas, e pelo seu próprio
talento cênico, uma parte necessária do equipamento do feiticeiro
primitivo.
Esses magos também conheciam o poder muito real da dança e da
cerimônia ritual. Quatro vezes por ano, no período da mudança
das estações, os adoradores eram reunidos para prestar homenagem
aos deuses em prol da fertilidade dos campos, rios, gado e mulheres. As épocas
desses ritos eram: 30 de abril, marcando a chegada da primavera, 1º de
agosto, em honra do verão, Halloween ou Véspera de Todos os Santos,
para o outono, e 2 de fevereiro, para o inverno.
Eram grandes ocasiões para libertar as energias reprimidas e, sem dúvida,
a promiscuidade sexual era regra. Porém, deve-se lembrar neste contexto
que o homem primitivo não considerava as relações sexuais
sob o aspecto moral com que o fazemos hoje. Suas relações indiscriminadas
não eram pecaminosas, mas uma de suas poucas formas de expressão,
usada para mostrar à Mãe Grande como era apreciada sua dádiva
de união entre homem e mulher.
Nessas festas, já eram vistas as vassouras que se tornaram parte importante
da mitologia da feitiçaria. Na verdade, a vassoura tinha um papel simbólico,
representando a ordem doméstica e o bem-estar, sendo trazida pelas mulheres
às reuniões. Ao chegarem, montavam nas vassouras e imitavam cavaleiros
chegando a uma assembléia junto do líder. Daí vem as histórias
de bruxas que voam.
Sabemos que em algumas dessas reuniões era feito um sacrifício
ocasional do sangue de um animal aos deuses. Sem dúvida, foram histórias
dessas mortes rituais que os primeiros adversários desse culto enriqueceram
e aumentaram para narrativas de sacrifícios humanos do diabo. Realmente
era um grande equívoco e um absurdo incontestável essa assimilação.
Os bruxos e magos tendem-se a render à ambos os lados, o bem ou o mal,
é um escolha facultativa, mas na maioria dos casos o bem prevalece. Graças
à Deus. À Grande Mãe e ao Sol.